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Chefe militar israelita classifica ataques dos colonos como inaceitáveis

Chefe militar israelita classifica ataques dos colonos como inaceitáveis

Os ataques dos colonos contra os civis palestinianos na Cisjordânia ocupada são "inaceitáveis, moral e eticamente", disse hoje o chefe de Estado-maior do Exército israelita, que apelou aos políticos "para que atuem antes que seja tarde demais".

Lusa /
Ronen Zvulun - Reuters

O tenente-general Eyal Zamir disse, durante uma visita a um centro de comando: "Constatámos recentemente um aumento de atos criminosos de caráter nacionalista, alguns dos quais dirigidos diretamente contra os nossos soldados e a população civil".

Estes "atos (...) são moral e eticamente inaceitáveis e causam um estrago estratégico enorme aos esforços do Tsahal", considerou, acrescentando "a todas as autoridades para que se oponham a este fenómeno e a erradicá-lo antes que seja tarde".

Disse ainda que "é inaceitável que, durante uma guerra em várias frentes, o Tsahal seja também obrigado a enfrentar uma minoria ameaçadora vindo do interior".

O chefe militar qualificou os atacantes de "amotinados que não representam as implantações" de colonos na Cisjordânia ocupada. "Pelo contrário, colocam em perigo as implantações (ié, colónias), a segurança, a estabilidade e os nossos valores enquanto povo e Estado", desenvolveu.

Mais de 500 mil israelitas vivem na Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental, entre cerca de três milhões de palestinianos, em colonatos que as Nações Unidas consideram ilegais à luz do direito internacional.

Na terça-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou para a expulsão de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia num só ano, mostrando preocupações com a "limpeza étnica".

Segundo relatório do organismo, "o deslocamento de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia ocupada constitui uma expulsão em massa em uma escala sem precedentes", lê-se no texto, que apela ao fim da expansão dos colonatos israelitas naquele território.

No documento relatam-se 1.732 incidentes de violência de colonos que resultaram em vítimas ou danos materiais, em comparação com 1.400 no período anterior (novembro de 2023 até outubro de 2024).

Pouco antes, a agência da ONU para os Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em Inglês) informou que entre 07 outubro de 2023 e 07 de março de 2026 foram mortos 1.062 palestinianos na Cisjordânia, dos quais 231 crianças, no contexto global da colonização e do conflito em curso, qualificado por várias organizações e diversos especialistas como genocídio.

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